sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Prado e Caravelas vão receber investimentos em pesca e aquicultura

Os pescadores do Extremo Sul contarão com mais infraestrutura para aumentar sua produtividade e a qualidade de seu trabalho, pois vai ser reestruturada a Unidade de Processamento de Pescado de Prado. Também está prevista a implantação de um Projeto de Desenvolvimento da Maricultura da região, beneficiando os municípios de Prado e Cara velas. 
Após a reestruturação – com aporte de R$ 60 mil em investimentos - a unidade terá capacidade de processar 2.500 kg de pescado por dia e beneficiará cerca de 600 pescadores.

Já a o projeto de desenvolvimento da maricultura nos municípios de Prado e Caravelas prevê investimentos de R$ 1,5 milhão em infraestrutura e capacitação de pequenos piscicultores para a produção de algas, ostras, tilápias e bijupirás, beneficiando mais de 200 famílias.
As ações são frutos de um convênio entre a Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura (Seagri), a Companhia de Desenvolvimento Reginal (CAR), ligada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir) e a prefeitura de Prado. 
FONTE: Daqui. 

Secretaria de Turismo de Caravelas participa da Oficina sobre Produção Associada ao Turismo

 

A Secretaria Municipal de Turismo e Esportes de Caravelas participou, junto com representantes de grupos sociais e instituições de ensino e secretarias de governo de outros municípios da Costa das Baleias, da Oficina de Repasse de Metodologia de Mapeamento e Estruturação da Produção Associada ao Turismo, realizada pelo Governo do Estado da Bahia através da Bahiatursa com apoio do SEBRAE e da Câmara Técnica de Turismo da Costa das Baleias.

 Nos dias 30 e 31 de outubro o grupo esteve no Auditório do SEBRAE em Teixeira de Freitas e além de aprofundarem os temas relativos ao processo de mapeamento e estruturação da produção com a  coordenadora técnica da Diretoria de Serviços Turísticos da Secretaria de Turismo da Bahia, Ússula Pinto, puderam interagir com outros municípios, apresentando e conhecendo produtos produzidos na região. 

A proposta é que cada município possa produzir junto com seus parceiros locais um catálogo de produtos que se integre nas ações da SETUR e sirva para divulgar os destinos dentro e fora do Estado. O grupo também visitou a Fazenda Cio da Terra, localizada no município de Caravelas, próximo a Medeiros Neto,onde é produzida a cachaça artesanal Matriarca, além de doces, geléias artesanais, carnes especiais, linguiças artesanais e outras novidades.  
 
 FONTE: Farol para Abrolhos

Coral Orelha-de-Elefante pode tratar infecções hospitalares

Estudo inédito da Rede de Pesquisas do Coral Vivo revela que substâncias encontradas no coral orelha-de-elefante são capazes de destruir super-bactérias resistentes a antibióticos! A espécie, que existe apenas na costa brasileira, é a primeira nas águas do Atlântico Sul a apresentar capacidade de controle desse microrganismo, encontrado em ambiente hospitalar. Essa pesquisa, uma parceria entre a Universidade Católica de Brasília e o Museu Nacional/UFRJ, comprova a importância de organismos recifais como fontes de substâncias que podem combater várias doenças no Homem. Confira a matéria aqui: http://bit.ly/CoralDestroiSuperbacteria

Na foto, um coral orelha-de-elefante. Crédito: Áthila Bertoncini | athilapeixe.com
FONTE: Coral Vivo.

Conselho Comunitário de Desenvolvimento avança

                                                                                           
Aconteceu no dia 22 de outubro na Câmara de Vereadores de Caravelas a 16ª reunião ordinária do Conselho Comunitário de Desenvolvimento Sustentável de Caravelas (CCDSC), onde estiveram presentes representantes de várias organizações sociais, como do Jornal O Samburá, da Associação de Moradores, Pescadores e Marisqueiras de Barra de Caravelas, da Associação dos Pequenos Produtores de Volta Miuda, da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Vale-me Deus e da Associação dos Produtores Rurais de Nova Cravilina, de Juerana.

O Sindicato dos Produtores Rurais de Caravelas e representantes da empresa Fibria, da Consultoria Raizes, da ong CI Brasil, do Programa Redes e da Câmara de Vereadores de Caravelas também participaram da atividade, que contou ainda com a presença da Senhora Anna Nunes, representando a Universidade do Texas, EUA.

Estavam na pauta e foram debatidos temas como a participação nas reuniões da Comissão de Dragagem da RESEX do Cassurubá, o CadCidadão e o Programa Bolsa Verde. O andamento do processo de registro da Associação da Barra que está sendo formalizada após diversos encontros e fortalecimento do grupo também foi discutido, assim como o levantamento da necessidade de promoção de cursos de formação para geração de trabalho e renda voltados para pescadores e marisqueiras. Outro tema que vem sendo discutido a vários encontros e esteve novamente na pauta foi o Plano de Resíduos Sólidos de Caravelas. As informações mais recentes dão conta de que o Plano de Resíduos Sólidos será feito através de um Consórcio entre os municípios de  Prado, Caravelas e Alcobaça e que as comunidades de Barra de Caravelas, Caravelas e Ponta de Areia foram contemplados com uma Estação de Tratamento de Esgoto.

A Secretaria Executiva do Conselho está a cargo de Marina Portela, apoiada pela equipe da Consultoria Raízes e do Programa Redes, da Fibria. O próximo encontro está agendado para o dia 19 de novembro, a partir das 8:30 hs na Câmara dos Vereadores de Caravelas.

FONTE: CCDSC.

Agricultores de Conceição da Barra, São Mateus e Caravelas participam de Congresso sobre Sistemas Agroflorestais

A Fibria apoiou, em outubro, a viagem dos agricultores dos municípios de Conceição da Barra, São Mateus e Caravelas, no Extremo Sul da Bahia, para o IX Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais que aconteceu em outubro no município de Ilhéus (BA).
Neste ano, o Congresso teve como principal objetivo a divulgação das experiências dos agricultores e as pesquisas realizadas por diversas instituições governamentais e não-governamentais do Brasil, no que diz respeito a sistemas agroflorestais. Participaram do evento agricultores, estudantes e pesquisadores de todo o Brasil.
Um dos organizadores do Congresso foi o Instituto Cabruca, parceiro da Fibria no Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT), cuja missão é fortalecer as associações comunitárias. 
Segundo relato dos agricultores, essa ação promovida pela Fibria foi de suma importância para o grupo, pois eles aprenderam novas tecnologias agrícolas. Além disso, tiveram a oportunidade de ver na prática o que o programa está buscando, como a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida dos agricultores envolvidos.
Participaram do Congresso produtores das comunidades de Roda D’água, Coxi e São Domingos (Conceição da Barra/ES), São Geraldo (São Mateus/ES), Juerana e Volta Miúda (Caravelas/BA).
A estratégia do PDRT é fortalecer as cadeias produtivas locais, principalmente a agricultura familiar e a criação de pequenos animais. As comunidades participantes recebem assistência técnica com foco no estímulo ao uso de tecnologias de baixo custo e baixo impacto ambiental, apoio nos insumos básicos para produção (adubação, preparo de solo, sementes, mudas), orientação contínua na gestão das associações locais e nos processos de comercialização.
FONTE: Informativo da Fibria.

Diagnóstico e sensibilização das comunidades pesqueiras sobre as áreas marinhas protegidas e os conflitos na Região dos Abrolhos

O Projeto “Abrindo os olhos e os ouvidos: diagnóstico e sensibilização das comunidades pesqueiras sobre as áreas marinhas protegidas e os conflitos na Região dos Abrolhos” está sendo implementado pelo Instituto Baleia Jubarte. 

Aprovado em edital do Programa Costa Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica, teve sua primeira fase concluída. A proposta é contribuir para a disseminação de informações e sensibilização das comunidades pesqueiras do extremo sul da Bahia a respeito da importância da criação de áreas marinhas protegidas no Banco dos Abrolhos e contribuir para a minimização do conflito entre pescadores e cetáceos nessas comunidades, ampliando as iniciativas de gestão e o ordenamento de pesca na região.

Para que isso seja possível, foram realizadas viagens para os municípios de Mucuri, Nova Viçosa, Prado e Alcobaça. A cidade de Caravelas também sediou algumas atividades. A partir desse roteiro, 152 entrevistas com pescadores foram feitas para que fosse possível traçar uma caracterização da pesca na região e entender quais os artefatos com maior incidência de emalhe e/ou conflitos diretos e indiretos com cetáceos, com ênfase na baleia jubarte. No primeiro momento, foi identificado que as redes e o espinhel de superfície são as artes de pesca que mais têm ocorrência de interação negativa com as baleias.

Segundo a pesquisadora Kátia Silva, “é importante salientar que grande parte dos pescadores foi participativa nas entrevistas e também permitiu gravações. Eles demonstraram interesse pelo assunto, discutiram ideias e querem participar da construção dessa possível solução”.

Para a segunda etapa, está previsto um esforço para reduzir a resistência à criação de novas Unidades de Conservação, já identificada nesta fase. Vale lembrar que a região do Banco dos Abrolhos abriga extensos recifes de corais e diversas espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção. A baleia jubarte, por exemplo, é um mamífero marinho que utiliza as águas do Banco dos Abrolhos para sua reprodução entre julho e novembro
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FONTE: IBJ

Brasil vai gerar energia a partir das ondas do mar

A estatal Furnas começou o projeto de uma usina, chamada de conversor offshore e inédita no país, para a geração de energia a partir do aproveitamento das ondas em alto-mar. “A ideia, que já está sendo conversada com a Marinha do Brasil, é a unidade que vai ser  desenvolvida ao final do projeto atender ao Farol da Ilha Rasa e às cerca de 200 casas existentes no local”, declarou à Agência Brasil o gerente da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de Furnas, Renato Norbert. Em uma segunda etapa, a usina flutuante deve gerar energia às plataformas do pré-sal.

A pesquisa é desenvolvida em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e com a empresa Seahorse Wave Energia de Ondas. 

Já foi iniciada a construção do protótipo, em pequena escala,  que vai ser testado no tanque de ondas da Coppe. Os testes deverão se estender por seis a oito meses, informou Norbert.  Após os aperfeiçoamentos que forem introduzidos no projeto, os técnicos se dedicarão à construção da unidade que será instalada na Ilha Rasa. A expectativa de Norbert é que o projeto esteja em condições de operar no final de 2015 ou, “eventualmente”, até o primeiro trimestre de 2016.

Em seguida, Furnas pretende partir para um segundo projeto que visa a explorar outra possibilidade coberta pela patente da Coppe e da Seahorse, que é tornar a unidade de geração de energia flutuante para servir às plataformas do pré-sal que estão muito afastadas da costa, onde a profundidade é elevada.

Norbert destacou que, atualmente, para plataformas de petróleo que operam próximo da costa, a distâncias inferiores a 100 metros, Furnas vai estudar a possibilidade de serem atendidas  por usinas que são fixadas no fundo do oceano. Para profundidades mais altas, a solução mais econômica prevista é a instalação de unidades de geração de energia flutuantes.

A usina que será construída inicialmente terá capacidade de 100 quilowatts (kW) de energia, suficiente para abastecer 800 pessoas. “Mas a gente pretende, se tudo der certo, desenvolver outras unidades que vão atender a ilhas próximas da costa e plataformas de petróleo perto da costa”.

A partir de acordo que será firmado com a Marinha, o gerente de Furnas disse que pretende-se atender a navios que estejam ancorados  a pouca distância da costa, à espera para entrar em algum porto no país.  “Eventualmente, no futuro, os portos vão poder ter unidades dessas para abastecer os navios, que vão economizar diesel, combustível, enquanto estiverem parados, tornando o custo de espera no porto mais baixo, o que é bom para o próprio porto”.

A energia gerada pelas ondas em alto-mar  é totalmente limpa e o funcionamento da usina, bem simples, afiançou Norbert.  “A própria manutenção vai ter um custo baixo”. Segundo o gerente de Furnas, a construção da unidade é mais barata do que qualquer outra solução que se proponha. “É muito mais barato do que uma usina de geração eólica da mesma capacidade, por exemplo”, salientou.  Sobretudo para ilhas, que não têm grande extensão, ele indicou que “é uma solução excelente”.

A Coppe, em conjunto com a empresa Tractebel Energia, já desenvolve a primeira usina de ondas da América Latina, que utiliza o movimento das ondas para produzir energia elétrica. A usina está situada no Porto do Pecém (CE). Renato Norbert observou, porém, que essa unidade se diferencia do projeto de Furnas porque  é fixada no porto (onshore), e não prevê a geração de energia nearshore (próximo da costa), ou totalmente offshore, isto é, em alto-mar,   como sugerem as unidades futuras de geração flutuantes de Furnas.

O investimento total da estatal, englobando todas as etapas de desenvolvimento do projeto, incluindo gastos com homens/hora e diárias de viagens, é cerca de R$ 8,2 milhões.

FONTE: Texto de Alana Gandra, da Agência Brasil.