Reduzir o Ministério da Cultura à
condição de Secretaria nos dá a dimensão exata da compreensão de cultura que
tem o novo – e provisório – comando do Brasil.
O MinC, nos últimos 13 anos, liderou
a formulação e realização de políticas culturais com base na democratização, no
respeito à diversidade e na ampliação do conceito de cultura. Através da
participação social e do diálogo estabelecido, foi possível desenvolver
políticas culturais que marcaram uma nova atenção para as culturas populares:
as afro-brasileiras, as indígenas, as de gênero, e orientações
sexuais, das periferias, audiovisuais, digitais etc.
Ações como o programa – hoje lei –
Cultura Viva ganhou imensa visibilidade nacional e internacional, com um
trabalho dedicado à cidadania cultural, consolidando a cultura como fundamental
para o desenvolvimento social, incorporando comunidades até então desassistidas
pelo Estado Brasileiro.
Ao estimular a institucionalidade e a
organização do campo da cultura, o MinC tornou possível que as políticas
culturais se transformassem em políticas de Estado através de dois importantes
instrumentos: o Plano Nacional de Cultura (PNC) e o Sistema Nacional de Cultura
(SNC), que estabelece uma perspectiva federativa, pactuando União, Estado e
Municípios e que, após intensa participação social, foram transformados em Leis
e definem as diretrizes e ações da Cultura no País pelos próximos 10 anos,
enfrentando a insistente descontinuidade nas políticas.
A SecultBa entende que a fusão do
MinC com qualquer outra pasta é um retrocesso à autonomia conquistada em 1985 e
pode fragilizar as políticas em andamento e voltar a reduzir a Cultura a ação acessória, num país onde
as políticas culturais já são reconhecidas pela sociedade como fundamentais
para o desenvolvimento simbólico, econômico e social.
O Ministério da Cultura foi criado em
1985, pelo Decreto 91.144 de 15 de março daquele ano. Reconhecia-se, assim, a
autonomia e a importância desta área fundamental, até então tratada em conjunto
com a educação.
A diversidade cultural, além de ser
elemento fundamental na construção da própria identidade do País, é, cada vez
mais, um setor de grande destaque na economia, como fonte de geração crescente
de empregos e renda.
A Cultura Brasileira cabe e ainda
sobra na estrutura de um Ministério; e não em uma mera e exígua
Secretaria!
Fonte:Assessoria de Comunicação - Secretaria de Cultura
do Estado da Bahia – SecultBA
Nenhum comentário:
Postar um comentário